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Os principais desafios da gestão jurídica para 2025 – segundo a Gartner

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A gestão jurídica está em um momento de grandes transformações. Em um ambiente de rápidas mudanças tecnológicas, regulatórias e de mercado, o líder jurídico deve evoluir de um advogado chefe para um parceiro estratégico de negócios.

Essa transformação é fundamental para que o departamento jurídico atue como um pilar de estabilidade e inovação em sua empresa, antecipando-se aos problemas futuros. Aqueles que continuam atuando apenas como uma ferramenta de contenção de prejuízos ficarão para trás.

Com base em dados da Gartner, empresa de consultoria global líder em tecnologia da informação, exploramos os principais desafios que moldarão a gestão jurídica em 2025 e como enfrentá-los.

Transformação Digital

A transformação digital continua revolucionando o setor jurídico, e os líderes precisam abraçar essa mudança para permanecerem relevantes. Dados da Gartner indicam que 70% dos departamentos jurídicos corporativos terão implementado soluções de automação para tarefas repetitivas, como gestão contratual e due diligence, até 2025.

Essa implementação será impulsionada pelo avanço das plataformas de inteligência artificial, que serão usadas para prever riscos, apoiar decisões estratégicas e otimizar análises de documentos.

No entanto, os gestores precisam ir além da adoção de ferramentas. É necessário integrar essas tecnologias aos processos já existentes e investir no treinamento das equipes para maximizar o retorno sobre o investimento. 

Além disso, é crucial promover o desenvolvimento de novas habilidades, buscando talentos com expertise em análise, tecnologia, gerenciamento de processos e mudanças, além das habilidades jurídicas tradicionais.

Gestão de Riscos

A complexidade regulatória segue em ascensão, exigindo um gerenciamento de riscos responsivo nos departamentos jurídicos. No entanto, dados da Gartner mostram que:

  • Apenas 13% dos líderes jurídicos se sentem confiantes em gerenciar riscos sem criar prejuízos para os negócios.
  • Apenas 8% confiam que os gerentes conseguem promover uma cultura de integridade eficazmente.
  • Apenas 9% tem confiança em desenvolver um plano coeso e de longo prazo para digitalizar o departamento.

O planejamento estratégico e o estudo são fundamentais para superar esses desafios.
Como dito no tópico anterior, a adesão das novas possibilidades digitais deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade. Departamentos jurídicos prontos para o digital aumentam a tomada de riscos legais em 46%.

Também é essencial monitorar continuamente as regulamentações nacionais e internacionais, permitindo a criação de insights estratégicos à medida que novos riscos surgem.

Além disso, programas proativos de compliance serão indispensáveis, não apenas para atender à legislação, mas também para construir uma cultura corporativa que priorize decisões rápidas e informadas sobre riscos.

Eficiência Operacional e Gestão de Dados

Com orçamentos sob constante pressão, os departamentos jurídicos precisam melhorar sua eficiência operacional. Dados da Gartner mostram que 20% do tempo do departamento jurídico é desperdiçado em trabalhos não planejados e de alta urgência, comprometendo produtividade.

A automação e a análise de dados desempenharão um papel central na identificação de oportunidades de redução de custos. Aqueles que adotam princípios de decisão para trabalhos não planejados observaram uma melhoria de 49% em sua eficiência.

KPIs claros ajudarão a justificar investimentos e mensurar resultados, garantindo que cada ação contribua para os objetivos estratégicos. Além disso, o volume crescente de dados também exige que os líderes jurídicos assumam um papel central na gestão de dados, garantindo transparência e efetividade no uso dessas informações.

Diversidade e Inclusão (D&I)

Departamentos jurídicos que promovem Diversidade e Inclusão não apenas refletem valores éticos, mas também impulsionam a performance organizacional. Entretanto, apenas 8% dos líderes jurídicos se sentem confiantes de que podem atender às expectativas de promover uma cultura de integridade, reforçando a importância de iniciativas estruturadas.

Empresas que cultivam ambientes diversos e inclusivos tendem a ser mais inovadoras, com até 30% mais desempenho em comparação com suas concorrentes. A variedade de perspectivas e experiências impulsiona a criatividade e a resolução de problemas complexos, promovendo a inovação e resultando em melhoria de 12% no desempenho geral.

 Além disso, a D&I contribui para a atração e retenção de talentos, com 20% mais funcionários com intenção de permanecer em empresas com iniciativas de Diversidade e Inclusão sólidas.

O novo papel do líder jurídico

Em 2025, o líder jurídico deve transcender a função tradicional de “advogado chefe” para se tornar um parceiro estratégico e um guia de riscos. Isso implica em liderar iniciativas que antecipem problemas, promovam uma nova cultura organizacional e alinhem o departamento jurídico aos objetivos estratégicos do negócio.

Aqueles que abraçarem essa evolução estarão melhor preparados para transformar desafios em oportunidades, garantindo que o departamento jurídico deixe de ser visto como a “caixa preta” da empresa e passe a ser um motor de crescimento, inovação e segurança para suas organizações.

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